E o tal do café especial?

Aroma frutado, notas cítricas, corpo cristalino…

São descrições que não associamos normalmente com o café. Afinal, para a maioria de nós, o café é uma bebida forte, amarga, uma verdadeira “levanta defunto” no copo. Mas o café é tão mais que isso. 

Pra exemplificarmos o que vamos dizer nesse post, te convidamos a pegar um café, daqueles de mercado mesmo, e procurar a origem dos grãos e a data da torragem. Eu te dou um tempo até você voltar.

E aí, encontrou? Não né. E a BEN já te explica o porquê. Se prepare que o papo hoje é sobre cafés especiais. 

O QUE FAZ UM CAFÉ SER “ESPECIAL”?

O café especial é resultado de uma série de pessoas que dedicam suas vidas para colocar a qualidade como prioridade em cada etapa da produção.

A coleta seletiva é uma regra para cafés especiais

O café é essa fruta aí, com uma polpa adocicada e as sementes alojadas em seu interior. E como toda planta, o café tem condições climáticas e de altitude que mudam as características da planta. E isso é só o começo. 

Da colheita seletiva ao processo de beneficiamento, nenhum esforço é poupado para garantir a melhor bebida possível. Ao sair da fazenda, o café segue para a torrefação. Essa torra é realizada por tentativa e erro em pequenas amostras até que o mestre de torra atinja um perfil que valorize as características do grão. Somente então o lote será torrado e enviado para a venda.

Sendo assim, O café especial possibilita a aproximação de consumidor e produtor, eliminando grandes indústrias intermediárias e valorizando o cuidado do agricultor. Em resumo, é garantia do melhor café a cada gota.

E O CAFÉ TRADICIONAL?

Segundo a ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), a categorização do café se dá em 3 níveis: Tradicional, Superior e Gourmet. Os cafés tradicionais reinam nas prateleiras de mercado e nas cozinhas da maioria dos brasileiros. Caracterizados pela torra escura e amargor intenso, esses cafés colocam a produção em massa e a lucratividade acima da qualidade.

 Sua torra intensa e a pré-moagem mascaram a utilização de sementes defeituosas e, nos piores casos, até mesmo caules e folhas vão para o pó. Além disso, a ABIC ainda autoriza a mistura de 30% de grãos robusta (menos valorizados por ausência de aromas e sabores de qualidade). 

O resultado? Uma bebida queimada que implora por açúcar e maltrata a gastrite de qualquer um, com “notas de borracha e carvão”. Sem contar a relação de exploração de grandes empresas com o produtor rural.

Café de baixa qualidade, com torra escura para mascarar os defeitos no sabor

O CAFÉ É O NOVO VINHO

Amplamente consumido, o café está no dia a dia do brasileiro. Mas essa realidade é mais recente do que imaginamos. Para você ter uma noção, o café era um item de luxo até o início do Sec. XX. 

Sendo um produto relativamente novo, ainda estamos no processo de descobrimento do café. Novas técnicas de beneficiamento surgem a cada dia, proporcionando os mais variados perfis.  

Nesse sentido, é possível traçar um paralelo ao vinho, uma bebida que acompanha a humanidade há milênios. Pinot, Cabernet, Porto… Cada processo realizado, bem como as frutas selecionadas, contam no sabor final da bebida. Essas categorias já estão bem estabelecidas na mente do consumidor. Mesmo quem não gosta tanto assim de vinho reconhece a existência dessas classificações. 

O café também tem essas especificações, a diferença é que são muito mais recentes. E justamente por isso o mundo dos cafés especiais ainda não é conhecido pelo grande público. 

Que tal vir tomar seu primeiro café aqui na BEN?

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