Moer o Café na Hora?

“Café bom tem que ser moído na hora” é uma frase recorrente na boca de todo barista e entusiasta do café, mas assim como a “comer manga com leite mata”, ninguém explica o porquê. 

Qual a diferença de moer o café na hora? Afinal, porque a gente mói o café e não faz um chá com os grãos inteiros? Se prepare porque hoje o papo é sobre moer o café na hora! 

Entendendo a Torra

O grão de café in natura é muuuito diferente do que normalmente associamos com o café. Ele tem um “cheirinho de mato” e ainda não pode ser transformado em bebida. É só com o processo de torra que o grão adquire as características que tanto apreciamos no café.

Durante a torra, a semente reduz seu peso, aumenta o volume, produz e libera CO2, se enchendo de aroma. Um pouco desse CO2 escapa, mas uma grande parte fica armazenada no interior do grão (junto com os óleos e outras substâncias que você quer na sua xícara). Guarde isso na mente pois vamos voltar a falar do CO2.

Grãos de café após a torrefação.

O Grão de Café

O grão de café é essa sementinha aí em cima, repleta de óleos e substâncias protegidas no seu interior, funciona como uma cápsula natural. Mantendo pequenos “bolsões” de ar no seu interior e protegendo os óleos e substâncias livres de contaminação e do temido oxigênio. 

Portanto, se você mantém toda a cápsula intacta, as substâncias mais frágeis (e saborosas) do grão ficam protegidas em seu interior por mais tempo, evitando a oxidação.

E o Café Pré-Moído?

Ok, a esse ponto você já deve ter entendido que o café pré-moído não parece ser uma boa ideia, só que ainda tem mais. 

O ato de moer o café aumenta a área de contato do grão com a água, com o intuito de facilitar e acelerar a extração. Acontece que, quando se quebra o grão, a vazão do aroma é acelerada exponencialmente.

Pesquisas indicam que dentro de 15 min da moagem, o café perde até 60% do seu aroma. E com apenas 60 segundos de moagem, o grão chega a perder 80% de seus gases internos (olha o CO2 indo embora aí). Isso tudo sem falar da oxidação. 

Agora lembre daquelas embalagens de café a vácuo. Se um café solta gases após a torra, como manter o vácuo? É simples, só usar café velho. Além disso, o café previamente moído mascara a qualidade. Por essas e outras que, café bom, é vendido em grãos!

Escolhendo o Moedor

O moedor de café manual torna o ritual do café ainda mais íntimo.

Agora que você já sabe que, pra ter um café bem conservado, deve conservá-lo em grãos, surge um problema: “como é que eu vou moer?”. Pra te dar uma ajudinha, a BEN resolveu finalizar falando um pouco sobre moedores.

Escolher um moedor não é algo tão complicado, mas requer alguns cuidados. Por isso a BEN fez um resumão de moedores pra você encontrar o que mais se encaixa nas suas necessidades!

Moedores Manuais

Com um valor mais acessível, os moedores manuais são os mais populares entre os amantes de café. Há quem diga que uns dois minutinhos de paz com o aroma do café fresco sendo moído é terapêutico (e somos suspeitos de discordar). 

Normalmente os moedores manuais possuem  ajustes de moagem que auxiliam na uniformidade do pó de acordo com seu método de extração, o que é uma ótima vantagem considerando o valor. Basta você ter a paciência de esperar um pouquinho a mais 🙂

Moedores Elétricos

O elétrico tem suas vantagens na praticidade e agilidade, porém os modelos de entrada utilizam lâminas semelhantes às de um liquidificador, o que torna impossível os ajustes no tamanho da moagem e aquece os grãos, afetando a qualidade final da bebida.

 Quem não abre mão da praticidade de um moedor elétrico também pode optar por modelos mais avançados, com ajustes de moagem e um motor que não aqueça os grãos, mas esses modelos costumam vir por um preço mais salgado.

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